Fundamentos da Economia- Aula 1
Oque é economia?
Economia pode ser explicada de diferentes formas por diferentes pessoas, até economistas. Economia é importantíssima para o setor privado e dentro da área de defesa (uma estrutura econômica para uma padaria não funciona da mesma forma para o mercado de defesa).
A abordagem clássica da economia política da ênfase as relações sociais que se estabelecem entre os homens, em suas atividades economias. A abordagem neoclássica da economia pura enfatiza a capacidade humana de fazer escolhas em fase de múltiplos fins e de diversos meios para alcançá-los.
Por que estudar economia? Para poder participar, conscientemente, dos processos democráticos para não ser enganado por economista, para não ter de consultar os especialistas, para ter esse meio de comunicação interpessoal, para encontrar significado na vida econômica e não ficar à mercê dos seus acasos, para absorver a lógica básica do método de raciocínio a respeito da decisão econômica em condições de incerteza, para ter dimensão social da pluralidade dos atos individuais para se tornar um cidadão completo, capaz de julgar as políticas públicas e de tomar as melhores decisões. Segundo a economista Joan Robinson, maior mulher economista do século XX: o propósito de estudar economia não é adquirir um conjunto de respostar prontas para questões econômicas, mas aprender como evitar ser enganado pelos economistas''
Por que a ciência econômica é tão controversa?
A identificação político partidária, a adaptação as plateias de ouvintes e eleitores, as reações diversas as mudanças econômicas, o conservadorismo das ideias adquiridas, a própria diferença entre as capacidades individuais de raciocínio e entre as competências técnicas e o não encobrimento dos conflitos de interesses reais. Ou seja, o fator humano impede que se chegue a uma resolução científica da economia.
A economia é um arsenal de ferramentas teóricas que você tem de aprender a manusear antes de poder manifestar qualquer opinião sobre sua utilidade ou não. A familiaridade com os instrumentos teóricos, que só advém com o treinamento árduo e longa experiência, é pré-requisito tanto para formar uma opinião sobre essa teoria como para instrumentalizá-la. É necessária a leitura como hábito para a compreensão da economia e instrumentalização da mesma.
Questão da esquerda e direita
Essa questão entra também dentro da economia, assim como nas ciências sociais. A esquerda tende pela eliminação das desigualdades sociais, prioriza a proteção social versus a competição social e opta pela solidariedade em detrimento da competição e a Direita pela liberdade, as desigualdades são naturais e elimináveis e diminuem com o favorecimento da competitividade, minimiza a proteção social e maximiza o esforço individual. As controvérsias entre estes lados surgem por cinco razões principais: quando os dois lados que disputam não conseguem se entender, quando um ou dois dos indivíduos ou grupos comete um erro de logica, quando partem de premissas diferentes, e cada um pode estar sustentando uma posição que é correta, quando apreciada a partir da premissa conveniente, quando não há evidencias suficientes para estabelecer, de modo conclusivo, uma questão de fato, necessitando buscar mais evidencias e quando há uma diferença de opiniões quanto a situação desejável, o que torna impossível uma solução, uma vez que o julgamento dos valores não pode ser resolvido por processos puramente intelectuais.
Segundo Paulo Freire: não existe imparcialidade. Todos são orientados por uma base ideológica. A questão é: sua base ideológico inclusiva ou excludente?
Pensar Economia
Economias de mercado: Economias em que a maior parte da produção é dividida em unidades especializadas que vendem o que produzem sob forma de mercadorias.
Mercadoria: produto que não se destina ao consumo do próprio produtor, mas a venda. E: se eu produzo leite e utilizo apenas para me alimentar, isso não é uma mercadoria, mas se vendo, é uma.
Numa economia de mercado, cada unidade de produção tem liberdade para decidir o que vai produzir, quanto vai produzir e quanto vai cobrar por cada bem ou serviço (assim como os consumidores têm liberdade para decidir quanto vão comprar de cada mercadoria).
As Leis do Mercado Numa economia de mercado, o vendedor fixa o preço e o comprador possui a liberdade de comprar nada, pouco ou muito de cada mercadoria, conforme suas necessidades, preferências (e restrições orçamentárias).
- Monopólio: Há um único vendedor: existe excepcionalmente quando o caráter técnico do produto não admite concorrência (monopólio natural). Exemplo: energia elétrica, sistema de transporte, etc.
- Oligopólio: Existem poucos vendedores, porém mais de um. Geralmente vai de dois a quatro.
- Concorrência: Há um número grande de produtores (permite ao cliente a escolha de quem comprar), com preços relativamente próximos.
Tipos de Mercadorias Existem dois tipos de mercadorias: elásticas aos preços e inelásticas.
- Elásticas aos preços: a produção pode ser aumentada na medida do aumento do consumo. Constituídas em geral por produtos industriais e serviços. Exemplo: automóveis, hotéis, restaurantes, etc.
- Inelásticas: a produção dificilmente é alterada. Constituídas basicamente por produtos agrícolas, essas mercadorias sofrem limitações externas para sua produção, como clima, tempo, disponibilidade na natureza, tecnologia, etc. Exemplo: soja, petróleo, etc.
- Produtos elásticos: Os preços dos produtos elásticos formam-se basicamente pelo custo de produção (mão de obra, matérias primas, equipamentos, impostos) que determina quanto a empresa vai pedir pelo produto, acrescido da margem de lucro, o Mark-up, que corresponde entre 5% e 10% do custo de produção.
- Preço dos produtos inelásticos: O custo varia inversamente ao volume produzido. é fixado num sistema de leilão onde o comprador determina o preço final (não refletem, exclusivamente, os custos de produção). Torna-se, em conta a quantidade produzida daquele produto no período. Os preços resultam da especulação, com a quantidade disponível e a, quantidade desejada pelo produto no mercado. Quanto maior a procurar e menor a oferta, maior o prelo, e vice-versa.
- Preços políticos: Pode ocorrer da formação do preço ser inteiramente política, resultante da relação entre Estados compradores e Estados vendedores (que não refletem os custos de produção)
- Preço dos produtos padronizados: É matéria prima, geralmente a qualidade dos produtos é a mesma e há muitos vendedores e poucos compradores, um mercado oligopsônio. Quando há um único comprador no mercado, este é chamado de monopsônio.
- Preço dos produtos não padronizados: O produto não-padronizado típico é o produto industrial para o consumo individual. Os preços variam muito, pois o mesmo produto, mas com um marketing melhor que o concorrente, tem seu preço elevado por conta da marca. As grandes empresas com capacidade de realizar um plano de marketing eficaz, dominam o mercado através de uma concorrência monopólica contra as empresas mais frágeis, criando uma linha para o consumidor rico e outra para o pobre, que assim tem condições de adquirir o produto ''de nome''. O produto direcionado ao público rico tem seu lucro maximizado, dando condições da linha direcionada ao público pobre ter um lucro mais reduzido.
Síntese 1. A maior parte dos produtos é elástica aos preços e, por isso, estes são determinados pelos custos de produção, acrescidos por um Mark-up, que varia conforme o tipo de produto e o regime de mercado em que ele é transacionado. 2. Produtos elásticos padronizados têm Mark-up reduzido, pois a concorrência que se estabelece é do tipo "preço e qualidade". Porém, quando são produzidos por grandes empresas, ainda proporcionam um lucro "razoável". Quando produzidos por pequenos produtores o lucro é mínimo, pois o mercado é oligopsônio ou monopsônio. 3. Produtos elásticos não-padronizados têm Mark-up alto, porque cada produtor possui um semi- monopólio sobre uma parte do mercado, o que permite cobrar preços maiores. Apesar do rendimento elevado, o produtor também tem custos elevados em publicidade para manter este semi-monopólio. 4. Produtos inelásticos têm seus preços formados em função da oferta presente e futura, de modo especulativo. Os preços flutuam muito e não têm relação com os custos de produção, o que, nos momentos de baixa, causa grandes prejuízos aos produtores, e nos momentos de alta, aos consumidores. Os governos tentam conter essa variação com o acúmulo de reservas (mas, na maioria dos casos, é ineficaz).
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