História do Sistema Internacional- Aula 4
Imperialismo Colonial- Parte 4
No século XIX surge uma pseudociência chamada eugenia, que se baseava em pesquisas que retratavam a superioridade dos povos europeus frente aos não europeus. Isso deu origem a diversas políticas europeias eugenísticas, como campos de concentração, leis raciais, leis de segregação, legitimação da cultura da superioridade racial e outros instrumentos de violência que seriam mais tarde usados pelos nazistas na Segunda Guerra contra os judeus.
Segundo Aimé Césaire, a condenação em relação a Hitler não advém apenas da barbaridade aplicada, mas em relação a quem foi aplicada tal violência. A brutalidade que antes era reservada a povos negros, árabes e indianos foi aplicada a um povo de cor branca, que eram os judeus, o que foi o único elemento de fato novo na barbaridade nazista.
Nenhum tipo de violência se dá sem uma justificativa ideológica. No colonialismo clássico, a justificativa era levar a civilização a povos incivilizados num sentido missionário; já no colonialismo imperial, a justificativa passou a ser a superioridade racial pela eugenia, que perpassava diferentes áreas como a biologia e a criminologia. Assim se deram diferentes genocídios, como na Namíbia, e a integração de povos indianos a uma lógica capitalista que trouxe fome em massa.
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